Quando o assunto é igreja, mais especificamente o jeito que se faz igreja – estruturas – tenho uma opinião um tanto subversiva.
Não acredito neste modelo de estrutura.
Acho que já funcionou durante muito tempo.
Teve a função necessária e precisa.
Mas acabou enfraquecendo a essência das Boas Notícias.
Por estes e outros motivos é que sempre tem alguém interessado em me questionar. Gosto dessa confrontação.
Acho proveitosa para ambos os lados.
Acho que todos deveriam buscar critérios.
Critérios… isso mesmo!
É isso que as vezes falta para a maioria das pessoas.
Pois quando me questionam sobre o assunto, sempre constroem seus argumentos a partir de uma mesma ótica – a da instituição igreja.
Considerando que uma denominação de igreja local tem seu próprio conjunto de regras que são oriundos de seus estatutos, é certo que ouço sempre uma defesa parcial, logo, também tendenciosa.
Contudo, é apenas um problema de perspectiva.
Sugiro então que troquem de visão.
Que mudem o ponto de vista.
Que procurem novas referências.
Que comecem a olhar, não a partir de sua própria igreja, mas do Reino.
Isso mesmo!
Uma coisa é a perspectiva a partir da igreja. Nesse sentido, eu digo que a igreja passará a ser o fim. O propósito de Deus.
Pois é!
Não é!
A Igreja é o meio pelo qual se atende o propósito de Deus.
A finalidade é o Reino do Céu.
O Reino tem a igreja, não o contrário.
Por conta disso que sempre ouço as mesmas perguntas.
Porque sempre pensam a partir da ótica da igreja em que estão.
Dai não dá para irmos muito adiante. Pois o modelo que temos de estrutura igreja é muito limitado e, por isso muitas coisas não poderão ser contidas.
Então resolvi fazer um resumo das questões repetidas.
Mas aqui darei apenas uma resposta – no final.
As perguntas:
Mas como o pastor vai viver? [Ainda vêem pastores como se fossem uma classe de especiais. Por isso é que os chamam para realizar cerimônias solenes. Trocam pais e amigos por profissionais clérigos]
Como é que esta gente vai ser cuidada?
Como iremos manter a igreja [pagar os custos]?
Como as pessoas poderão ser salvas?
Como iremos congregar?
E nossa vida espiritual? [Confundem vida espiritual com vida eclesiástica da mesma maneira que acham que viver para Deus é viver dentro de igreja].
Onde levaremos as pessoas que se convertem ao evangelho?
Onde entregaremos nossos dízimos? [Ainda acham que o dízimo é um preceito da Igreja neo-testamentária].
Como exerceremos nosso chamado?
Como o evangelho será pregado?
Onde louvaremos?
Onde as pessoas perdidas encontrarão respostas?
Como é que seremos ensinados?
…
Acho que isso basta!
Minha resposta:
Se você pensar a partir do modelo de igreja que já conhece, realmente nada será viável.
Pois o modelo que temos, é coerente com a prática que responde a estas questões, mas incompatível com a proposta bíblica, quando vista da ótica do Reino do Céu. Então, mude a ótica e verá que é possível.
“Venha o teu reino e seja feita a sua vontade” tem a ver com uma nova esfera de governo que se mostra como contra-cultura.
Uma subversão aos sistemas mundanos.
Uma revolução do jeito que se faz sociedade.
Um novo conjunto de valores.
Uma invertida no jeito de liderar, governar, trabalhar, servir, viver!
Nada fácil!
Mas possível de avançarmos para mais perto desse propósito.
Sobre o assunto, encontrarão muito mais em meu site: tropical0771.com
Poderão me chamar para um café.
Ou melhor ainda, acharão resposta na vida de Jesus e seus amigos – nos Evangelhos e cartas.
Boas ondas.
Tropical






