Quando o assunto for igreja, tire a cabeça da caixa


Quando o assunto é igreja, mais especificamente o jeito que se faz igreja – estruturas – tenho uma opinião um tanto subversiva.

Não acredito neste modelo de estrutura.

Acho que já funcionou durante muito tempo.

Teve a função necessária e precisa.

Mas acabou enfraquecendo a essência das Boas Notícias.

Por estes e outros motivos é que sempre tem alguém interessado em me questionar. Gosto dessa confrontação.

Acho proveitosa para ambos os lados.

Acho que todos deveriam buscar critérios.

Critérios… isso mesmo!

É isso que as vezes falta para a maioria das pessoas.

Pois quando me questionam sobre o assunto, sempre constroem seus argumentos a partir de uma mesma ótica – a da instituição igreja.

Considerando que uma denominação de igreja local tem seu próprio conjunto de regras que são oriundos de seus estatutos, é certo que ouço sempre uma defesa parcial, logo, também tendenciosa.

Contudo, é apenas um problema de perspectiva.

Sugiro então que troquem de visão.

Que mudem o ponto de vista.

Que procurem novas referências.

Que comecem a olhar, não a partir de sua própria igreja, mas do Reino.

Isso mesmo!

Uma coisa é a perspectiva a partir da igreja. Nesse sentido, eu digo que a igreja passará a ser o fim. O propósito de Deus.

Pois é!

Não é!

A Igreja é o meio pelo qual se atende o propósito de Deus.

A finalidade é o Reino do Céu.

O Reino tem a igreja, não o contrário.

Por conta disso que sempre ouço as mesmas perguntas.

Porque sempre pensam a partir da ótica da igreja em que estão.

Dai não dá para irmos muito adiante. Pois o modelo que temos de estrutura igreja é muito limitado e, por isso muitas coisas não poderão ser contidas.

Então resolvi fazer um resumo das questões repetidas.

Mas aqui darei apenas uma resposta – no final.

As perguntas:

Mas como o pastor vai viver? [Ainda vêem pastores como se fossem uma classe de especiais. Por isso é que os chamam para realizar cerimônias solenes. Trocam pais e amigos por profissionais clérigos]

Como é que esta gente vai ser cuidada?

Como iremos manter a igreja [pagar os custos]?

Como as pessoas poderão ser salvas?

Como iremos congregar?

E nossa vida espiritual? [Confundem vida espiritual com vida eclesiástica da mesma maneira que acham que viver para Deus é viver dentro de igreja].

Onde levaremos as pessoas que se convertem ao evangelho?

Onde entregaremos nossos dízimos? [Ainda acham que o dízimo é um preceito da Igreja neo-testamentária].

Como exerceremos nosso chamado?

Como o evangelho será pregado?

Onde louvaremos?

Onde as pessoas perdidas encontrarão respostas?

Como é que seremos ensinados?

Acho que isso basta!

Minha resposta:

Se você pensar a partir do modelo de igreja que já conhece, realmente nada será viável.

Pois o modelo que temos, é coerente com a prática que responde a estas questões, mas incompatível com a proposta bíblica, quando vista da ótica do Reino do Céu. Então, mude a ótica e verá que é possível.

“Venha o teu reino e seja feita a sua vontade” tem a ver com uma nova esfera de governo que se mostra como contra-cultura.

Uma subversão aos sistemas mundanos.

Uma revolução do jeito que se faz sociedade.

Um novo conjunto de valores.

Uma invertida no jeito de liderar, governar, trabalhar, servir, viver!

Nada fácil!

Mas possível de avançarmos para mais perto desse propósito.

Sobre o assunto, encontrarão muito mais em meu site: tropical0771.com

Poderão me chamar para um café.

Ou melhor ainda, acharão resposta na vida de Jesus e seus amigos – nos Evangelhos e cartas.

Boas ondas.

Tropical

A taça está quebrada…


Um novo amigo me convidou para falar.

Era um pequeno grupo de jovens – 13 a 20 anos.

Mas eu também não era o único convidado. Havia mais dois. Ambos já eram amigos. Eu porém, só os conheci lá. Sem os pormenores, vi que são bem eficientes na prática do evangelho – foi o que me pareceu.

Quanto ao evento, um acampamento.

A programação não trazia nenhuma novidade. Toda programação é o que já conhecemos bem – café da manhã, culto, almoço, gincana, banho, janta e culto – bem longo.

Nós, os convidados, somos chamados para falar. O jeito que geralmente se fala é na forma de pregação que, na minha opinião, é o jeito mais confortável [para o falador] e ineficiente – senão, muitas vezes, chato pra caramba.

Sempre prefiro passar os dias com a galera. Gosto de comer com eles, participar das atividades e fazer parte de toda programação.

Não gosto de falar sem conhecer ninguém.

Não gosto de não saber o que os demais falam.

Não me sinto bem no posto de celebridade – apesar de saber que muitos nestas condições não se sentem assim.

E pelo meu discurso subversivo, não poderia também fazer uma pregação, apenas.

Por isso tenho forçado minhas reuniões para uma boa conversa – sem medo das confrontações.

Neste evento em especial, que foi em Timbó – SC, tive uma experiência assim:

Na minha vez, decidi, como tenho feito, iniciar um assunto para depois dar a oportunidade para todos participarem com perguntas. Foi para minha surpresa e frustração. Surpresa pelo fato de ver o quanto todos já estavam mais que alinhados com o assunto. Frustração pelo fato de ter iniciado um assunto sem muita relevância – considerando que nesta aula, todos já eram mestres.

Como eles mesmos são acostumados dizer: fiquei de cara!

Errei no assunto.

Acertei na maneira de fazer a reunião.

Pois se tivesse feito do jeito convencional, na forma de pregação, sairia dali com uma idéia de missão cumprida, sem saber que era justamente o contrário – teria sido um grande engano.

Quantas vezes falamos e falamos para um público que não conhecemos? Falamos coisas que já sabiam, mas nos sentimos como portadores de notícias quentinhas. Quantas vezes subestimamos nossos ouvintes pelo fato de não sermos ouvintes também?

Tive que pedir desculpas pelo tiro errado.

Mas teria outras chances. Ficaria ali por mais dois dias. Suficiente para conhece-los melhor.

Quanto aos outros dois convidados tiveram as mesmas chances que eu tive.

Pelo estilo de vida que levam, que vai além do discurso, também poderiam subverter o jeito de se fazer reuniões.

Não precisavam fazer em forma de culto/pregação – púlpito/platéia…

Mas não. Não conseguiram.

Ficaram presos a velha forma.

Pregaram pra caramba – chato pra caramba [o primeiro discurso já teria dado - o segundo e terceiro, foram mais do mesmo].

Tinham muito mais conteúdo que eu – é sério.

Mas perderam a relevância do conteúdo quando deixaram de ouvir a galera.

Este episódio serviu para mim de lição.

Percebi, por mais uma vez, que para quebrar os paradigmas é necessário se dispor ao desconforto da reforma.

Percebi que muitos ainda continuam com um discurso diferente da atitude. Ouvi dizer assim: “… mas minha vontade era sentar-me e conversar com vocês todos… queria ouvi-los…” – Então porque não o fez?

Percebi que enquanto continuarmos como líderes de cima de um púlpito, como pessoas de privilégios e isolamento; teremos mínima relevância.

Moral da história.

Se mudássemos o jeito, seríamos surpreendidos.

Ora perceberíamos que nosso discurso já está velho, ora saberíamos o quanto a galera já andou – de fato.

Já conheço muita gente que poderia fazer diferença além do discurso, mas que ainda são reféns da velha forma. Eles já perceberam que o vinho já não se contêm dentro de uma taça que está furada, porém tentam, sem sucesso, tapar os buracos com os próprios dedos. O problema maior virá quando a taça for passada para outras mãos. Será tarde demais. O vinho terá caído por completo e a taça estará vazia.

Ainda são administradores de um velho sistema.

Ainda bebem um pouco do vinho que se esvai, mas não conseguem dar de beber aos demais. Por isso andam dando um pouco de água só para matar a sede.

Detalhe, já tem muitos que não se contentam só com a água – querem vinho!

P.S.:

Só escrevi de um ponto, a saber, a comunicação.

Este é um dos detalhes que existem não velha forma de ser e se fazer igreja. Tudo precisa ser repensado. Precisamos resgatar a essência.

Boas ondas

Tropical.

Sugiro que leiam: Formas

Ground Swell


“Estamos em busca da onda perfeita”

Faz algumas semanas que ouvi, pela milésima vez, a frase que já é um jargão dos Surfistas de Cristo do Brasil.

Mas desta vez me soou diferente.

Fez muito sentido quando ouvi isso pela primeira vez, por isso a repeti outras mil vezes. Como surfista que sou, a minha busca também sempre foi a onda perfeita. E quando dei de cara com ela, não me satisfiz. Sempre acreditei que em algum lugar do planeta existe uma melhor.

Lógico que este jargão é uma metáfora do próprio homem em busca de seu criador.

Em busca da onda perfeita pode ser trocado por, em busca da Vida Perfeita.

Mas como já disse, dessa vez me soou diferente.

Com 40 anos de idade e algumas outras circunstancias, percebi que para surfar a onda perfeita é preciso um surfe perfeito.

Espere um pouco! Eu sei que ninguém é perfeito.

Então considere perfeito a pessoas que, dentro de limites humanos de imperfeição,  conseguem se manter em boas condições físicas – estou falando da prática do surfe, por enquanto.

Tive um período bem difícil.

Não consegui manter meu condicionamento.

Não tive muito tempo dentro d’água.

Minha remada ficou ruim.

Perdi o tempo da onda.

Resultado: a onda perfeita passou e eu fiquei olhando…

Nada adianta dar de cara com a onda dos sonhos se eu não puder surfa-la.

No que diz respeito a Vida Perfeita, em Jesus Cristo, sei que posso vive-la por causa do Espírito Santo que está dentro de mim.

Só que neste caso, a minha vida humana e imperfeita neste mundo desorganizado, não me dá as melhores condições para vive-la. Existe o conflito da vida imperfeita com a Vida Perfeita.

Me parece que quando não pratico os preceitos dessa nova Vida, o Espírito Santo que está em mim se extingue. Meu condicionamento cai e a Vida parece que se vai.

Porém, semelhante a um grande swell, as ondas que são geradas pelo vento, vêm em séries. Desse mesmo jeito, enquanto fico me lamentando na calmaria, pelo fato de ter perdido a Vida Perfeita e toda série, como num legítimo Ground Swell, sou novamente surpreendido por mais uma nova séria – melhor e mais perfeita.

A busca da Onda Perfeita é incessante nesta vida que vivemos.

Por enquanto poderemos pegar as menores, que são nossa garantia de que a Boa virá em breve.

Por enquanto poderemos surfa-la com nossas limitações.

Mas isso nem importa tanto, pois neste pico, o swell é certo – dá tempo de melhorar.

E em breve a surfaremos com perfeição.

Boas Ondas

Tropical

Estive num lugar assim:


O espaço era bem grande. Devia comportar, todo o complexo, algo em torno de 3 mil pessoas.

O lugar era um convite a imaginação. Uma grande obra de arte que envolvia o paisagismo bem adequado com a arquitetura que se harmonizava em diversos ambientes para atender todos os tipos de exigências – se bem que, pouco tempo ali dentro já era suficiente para não querer nada além. As artes que se estendiam pelos lugares eram das mais variadas técnicas e estilos – desde grafites que se fundiam em vitrais até grandes esculturas.

Os ambientes eram dispostos num complexo sistema de relação funcional. As partes se conectavam de uma maneira que facilitava o fluxo de pessoas e informações. Enfim, uma unidade coletiva e diversa.

Se me lembro bem, eram estes os ambientes:

1 – Artes – como se fosse o núcleo de uma grande célula, ficava bem no centro de todo o complexo. Era um buraco ao chão com uma pequena arquibancada circular para 500 pessoas, com o palco no nível mais baixo. Lá se apresentavam bandas, danças, teatros, musicais, etc. E todos os dias também faziam um culto, com pouco mais de uma hora de duração. Celebravam a vida de Deus, em Jesus Cristo. Apesar de ser o último dos eventos que participei, fiquei bem impressionado, pois não se parecia com o que eu estava acostumado e já desinteressado. Não era uma reunião orquestrada. Por isso, enquanto alguns balançavam com a música, outros continuavam sentados. Vi alternarem entre diferentes pessoas e grupos musicais. Todos falaram pouco e tocaram pouco, mas suficiente. Ainda tinham alguns da platéia que participavam “timidamente” com seus próprios instrumentos musicais. Acompanhavam de quase longe as bandas que tocavam. Achei terrivelmente rápido. Queria que continuassem o serviço. Eu estava bem a vontade comento dum prato mais colorido. As pessoas ficavam, apesar da falta de limites [paredes e portas]. Chegavam muitos e permaneciam quase todos.

Fora os serviços e apresentações formais, este lindo anfiteatro ficava livre para todos. Muitos ficavam por ali para fazer desenhos, ensaiar coisas, participar de oficinas, fazer uma boa leitura, ouvir música ou até mesmo curtir um ócio. Enfim, este era de todos, o lugar mais eclético.

2 – Cinema – havia uma pequena sala com capacidade para 100 pessoas. Era usada diariamente para reprodução de filmes que, volta e meia eram de autoria dos alunos da própria escola de artes e comunicação. Esta funcionava em dois horários durante toda semana, em uma das quatro salas de aula do próprio complexo. Tinham seções diárias com diferentes filmes e horários.

3 – Salas de aula – Eram quatro que podiam virar duas por terem paredes modulares. Ficavam em dois andares que eram interligados por uma linda escada externa, vermelha e larga. As paredes frontais eram de vidro e, quando as persianas internas ficavam abertas, dava vista para o grande teatro circular. Estas salas eram usadas para dar aulas e fazer oficinas.Também serviam para reuniões e palestras, além das apresentações de projetos.

4 – Espaço de leitura - parecida com estas livrarias modernas, pois tinha as prateleiras com poltronas, almofadas e bancadas entrepostas. Os livros estavam distribuídos em categorias de interesses. Éramos facilmente atendidos pelos que trabalhavam neste lugar.

5 – HUB – para mim, a área mais interessante e produtiva. Ali funcionava uma espécie de escritório coletivo. Algumas bikes ou sk8s ficavam ao lado de seus donos e mesas. Diversos tipos de profissionais pagavam um preço justo para usarem o local que era totalmente preparado para receber novos profissionais e também os visionários de projetos como, artes, tecnologia, saúde e educação – neste caso em específico, participavam do programa de incubadora. Todos porém, passavam por uma entrevista para se alinharem com a proposta do próprio local. Por exemplo, todos tinham que atender a um conjunto de valores: não poderia ser uma empresa sem responsabilidade social, educativa, sustentável, etc.

6 -  Café Bar – este não preciso explicar, senão apenas dizer que era o grande ponto de encontro entre todos os que freqüentavam o local. Era a porta de entrada. Ali todos eram atendidos e informados. Era uma espécie de balcão de informações. Todos que chegavam pela primeira vez, eram bem recebidos pelos garçons que serviam às mesas e sabiam de todo o resto.

O lugar se sustentava numa dinâmica de desenvolvimento de todas as partes integradas. Todos tinham acesso e necessidade de passar pelos mais variados ambientes. Havia cooperação mútua. Alguns dos que estudavam no local, também trabalhavam em áreas diferentes e, em todas as outras pediam para ser voluntários no serviço.

Não era muito difícil de ser ouvir que mais um novo projeto havia saído da incubadora. Isso motivava todos os demais. Todos os jovens queriam fazer parte de algo que fosse relevante para transformar os espaços de nossa sociedade – em novos valores. Todos aprendiam a subversão e comprometimento de Cristo. Sabiam que espiritualidade era vida vivida em toda sua rotina.

A freqüência era de maioria jovem e estudantes. Aos finais de semana iam muitas famílias com suas crianças pequenas. Para estes, havia um belo gramado que era a extensão do campinho de futebol, com um pequeno parquinho infantil, além da livraria e das oficinas de artes. Tudo funcionava ao mesmo tempo para atender a um único propósito em comum: a vida de Deus. Por isso, a base estava sobre os valores do reino celestial. As pessoas envolvidas tinham cooperação mútua. Respeitavam uns aos outros sem se acharem qualquer coisa diferente dos demais. Suas funções eram praticadas para atender e servir. Sabiam ensinar e produzir.

Enfim, continuo sonhando…

… mas se você também passou por lá, acrescente os detalhes que não descrevi. Quem sabe conseguiremos reproduzir isso para que seja realidade…

Tropical

Sugiro que leiam:

Uma proposta e visão para o terceiro milênio – AIRO

Se ele era inocente


Jesus era do ponto de vista do Sumo Sacerdote um herege e um impostor, do ponto de vista dos comerciantes um agitador e um comunista. Do ponto de vista imperialista dos romanos era um traidor, do ponto de vista do senso comum um louco perigoso. Do ponto de vista do esnobe, que exerce sempre grande influência, era um vagabundo sem um tostão.

Do ponto de vista da polícia ele era obstruidor das vias públicas, pedinte, aliado de prostitutas, apologista de pecadores e depreciador de juízes; seus companheiros eram vadios que tinham sido seduzidos de seus ofícios regulares para uma vida de vagabundagem. Do ponto de vista dos devotos Jesus era um violador do sábado, negador da eficácia da circuncisão, advogado do rito estranho do batismo, glutão e bebedor de vinho. Era odiado pela classe médica por praticar a medicina sem qualificação, curando as pessoas por curandeirismo e sem cobrar pelo tratamento.

Ele era contra os sacerdotes, contra o judiciário, contra os militares, contra a cidade (tendo declarado que era inconcebível que um rico entrasse no reino do céu), contra todos os interesses, classes, principados e potestades, convidando a todos que abandonassem essas categorias e o seguissem.

Por todos os argumentos legais, políticos, religiosos, do costume e da polidez, Jesus foi o maior inimigo da sociedade do seu tempo já colocado atrás das grades. Era culpado de cada acusação feita contra ele, e de muitas outras que não ocorreu a seus acusadores levantar. Se ele era inocente, o mundo inteiro era culpado. Inocentá-lo seria atirar pela janela a civilização e todas as suas instituições. A história confirma o litígio contra ele, pois nenhum Estado jamais constitui-se sobre os seus princípios ou tornou possível viver de acordo com os seus mandamentos; os Estados que assumiram o nome dele foi para usá-lo como credencial que os habilitasse a perseguir os seus seguidores de modo mais plausível.

Bernard Shaw, no prefácio de On the rocks (1933)

P.S.: Texto extraído do site Bacia das Almas

Experimente a liberdade


Assista em tela cheia.

Parte do conceito da sustentabilidade


Ninguém deveria aceitar que outra pessoa lhe fosse previdência social.

Todos que têm saúde para trabalhar deveria sentir-se envergonhado de viver às custas de outros indivíduos. Uma sociedade deve viver sobre o princípio da mútua contribuição, pois somente assim entenderemos o que significa sustentabilidade em oposição ao assistencialismo.

Enquanto governos e igrejas continuarem a manter espaços de esterilidade, a sociedade continuará se fragmentando.

Um espaço estéril é formado a partir do momento em que freqüentadores se tornam pessoas consumidoras de um produto característico do próprio lugar. Quando este produto é gerado e oferecido por um seleto grupo que se mantêm pela venda do mesmo. O produto é elaborado para atender o mercado específico.

Mas algumas destas estruturas, que as vezes são como árvores lindas, escondem seus galhos pelados atrás da vasta folhagem. Com a consciência pesada somada a preocupação do que os outro logo irão dizer, mais o medo de serem cortadas, colam frutos postiços – aparecem formados e não tem sementes para continuarem sua espécie; não prestam para alimentar, mas consomem a energia de quem o sustenta.

Enquanto,

Frutos verdadeiros são gerados.

Brotam e amadurecem.

São saborosos e prontos para consumo.

Porém, continuam sua espécie pelas sementes que têm dentro deles.

Morrem para florescerem.

Tornam-se em novas árvores frutíferas.

Assistencialismo é uma via única, que vai, mas não volta. É atender as pessoas carentes, mantendo-as sempre nas mesmas condições. É ajudar sem ensinar o princípio da cooperação e mutualidade. É criar espaços em que os doadores e voluntários só irão quando precisarem limpar a consciência, mas que jamais freqüentarão pelo prazer. É manter ambientes de distinção entre as classes.

Assistencialismo é o que mantêm uma sociedade fragmentada.

Em oposição a isso, no reino dos céus não existe pobre nem rico, bonito nem feio, doadores nem carentes. No reino dos céus todos serão pobres ou ricos, bonitos ou feios, doadores ou carentes – todos trabalham para ser uma comunidade de iguais, onde se vive o princípio da mútua cooperação.

Comunidades fragmentadas funcionam para manter o caos do mundo.

Tropical

Andy Irons


On this first anniversary (November 2nd) of the untimely passing of the beloved Andy Irons, the entire Billabong family wishes to take a moment to join the surfing world in remembering one of the greatest surfers and personalities our sport has ever known. To mark this occasion, Billabong has created a new video tribute which includes a frank, compelling and in-depth interview with Andy.

Over the course of the lengthy relationship between Billabong and Andy Irons, the two entities became synonymous with one another, with too many collaborations to count. The partnership produced a number of iconic creations ranging from films to apparel, each based on Andy’s style and ideas. These reminders of Andy’s greatness still surround us today.

Out of respect and acknowledgement of Andy’s legacy we will continue to dedicate the Billabong Pipe Masters in his memory. As part of this year’s clothing collection for the 2011 Pipe Masters event, Billabong will be re-releasing the hugely popular Andy Irons model Rising Sun board short.

Proceeds from these and other Andy Irons products will help ensure the future well being of his wife Lyndie and young child Axel. Effective July 1st, 2011 Billabong entered into a long term agreement guaranteeing a monthly royalty to his family to assist in their ongoing financial security.

Andy Irons touched so many lives during his brief time on earth. Billabong, along with millions of surfers and surfing fans worldwide, will never forget the great champion from Kauai. Aloha, Andy. You are forever in our hearts.

Progresso ou esperança? De que depende o mundo?


Gosto do texto da carta de Paulo aos Romanos, mais especificamente deste trecho:

Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada. A natureza criada aguarda, com grande expectativa, que os filhos de Deus sejam revelados. Pois ela foi submetida à futilidade, não pela sua própria escolha, mas por causa da vontade daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria natureza criada será libertada da escravidão da decadência em que se encontra para a gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Sabemos que toda a natureza criada geme até agora, como em dores de parto. E não só isso, mas nós mesmos, que temos os primeiros frutos do Espírito, gememos interiormente, esperando ansiosamente nossa adoção como filhos, a redenção do nosso corpo. Pois nessa esperança fomos salvos. Mas, esperança que se vê não é esperança. Quem espera por aquilo que está vendo? Mas se esperamos o que ainda não vemos, aguardamo-lo pacientemente. Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. Romanos 8:18-26 [NVI]

Não sou nenhum especialista, por isso seria bem vinda a ajuda de algum mestre.

Mas me arrisco em fazer uma síntese:

O homem é redimido por Deus em Jesus Cristo para redimir toda a natureza criada.

E a pergunta que cabe é esta:

O futuro desse mundo caótico depende de progresso ou esperança?

A idéia de progresso é simples. 

Ela diz que tudo deve se desenvolver para chegar a perfeição. Afinal, hoje somos parte de uma sociedade que é bem melhor do que foi no passado da história. Somos mais civilizados. Temos mais educação, as pessoas vivem mais e melhor, a tecnologia nos ajudou muito. Pois temos meios de transportes mais eficientes que nos ajudam a ganhar tempo. Também vale lembrar que as regras de convívio social se desenvolveram ao logo do tempo.

Segundo escreveu N. T. Wright, esta idéia de progresso teve seu florescimento na Europa do século 19, quando a combinação entre avanços científicos e econômicos de um lado, e as liberdades democráticas e a disseminação da educação de outro, produziu um forte sentimento de que a história estava caminhando a passos largos na direção de um alvo extraordinário, a paz mundial… No lugar da criação e da nova criação, a ciência e a tecnologia transformarão a matéria-prima desse mundo no material da utopia. Como o Prometeu mítico, desafiando os deuses e tentando governar o mundo por conta própria, o modernismo liberal crê que o mundo pode se tornar tudo o que desejarmos se nos empenharmos um pouco mais e ajudarmos a empreender a grande marcha a um futuro glorioso.

Essa idéia de progresso, apesar de seu florescimento ter sido há dois séculos, ainda tem grande força em nosso tempo. A utopia de um mundo melhor a partir do processo de desenvolvimento humano é, infelizmente, também o que muitos crentes acreditam. É também a partir daqui que nasce o que conhecemos como “evangelho social”. Porém se parássemos para analisar as coisas com mais atenção, perceberíamos que esse é o discurso do político.

Em síntese, o mito do progresso é que a organização de todo o cosmos emergirá de dentro da própria história [que o homem está], e não de outro lugar. Tudo dependerá de nós mesmos, de usarmos nosso potencial por meio da educação e esforço pessoal. Dentro desse contexto não entra a graça de Deus.

E a pedra de tropeço do mito do progresso é o problema do mal, pois ele não sabe como resolver algo que é próprio da natureza humana. Tal otimismo evolucionista tem se mostrado incapaz de resolver os problemas que resultam em guerras mundiais, aumento de criminalidade, tráfico de drogas, suicídios, famílias despedaçadas, moradores de rua, neuroses, corrupção, individualismo, etc…

Esperança!

Ao contrário de hoje em dia, os primeiros cristãos não acreditaram em progresso, nem num mundo que se tornaria melhor por si mesmo, nem que o mundo estava piorando, nem que Deus, por sua própria influência, melhoraria o mundo para que seus filhos pudessem viver. Note o que Paulo escreveu para os convertidos que viviam em Roma. Disse que toda a criação está sujeita e futilidade e decadência, aguardando com grande expectativa o momento em que os filhos de Deus sejam glorificados – isto é, quando acontecer conosco o que aconteceu com Jesus na Páscoa.

Também não acreditavam que o corpo fosse uma prisão e que por isso, o plano de Deus, seria a libertação da alma ou do espírito. A esperança era de que Deus tinha um plano de redenção para todas as coisas. Isto é, libertaria tudo o que estava escravizado pelo pecado. Tinha a ver com uma nova vida e um novo corpo. A esperança estava na ressurreição para vida em uma nova terra e um novo céu.

Por isso que Paulo é enfático ao afirmar que a ressurreição de Jesus era um sinal dos primeiros frutos de uma colheita e de que haveria muitos, muitos mais.

O homem que é justificado pela fé, tem como única esperança a ressurreição do corpo, para viver a nova criação de Deus, evidenciada em Jesus Cristo.

Isso é pura graça em oposição a qualquer tipo de otimismo evolucionista ou de progresso, que já sabe, a luz da ciência, que tudo está se desintegrando. Da mesma maneira que o homem, em seu corpo mortal, avança para sepultura, todo cosmos em seu atual estado de caos e dissolução, será transformado pelo Messias de Deus. Ou seja, ao contrário do que muitos acreditam hoje em dia, o cristão primitivo tinha esperança de que Deus redimisse todo o cosmos, não somente ao homem.

Ainda vale lembrar que, na teologia bíblica, o Deus vivo e único criou o mundo distinto dele mesmo. Significa que Deus e o mundo não são a mesma coisa e nem todas as coisas sejam parte de algo chamado Deus. Essa idéia é do panteísmo. Nada a ver com as Escrituras.

Enfim, sobre o assunto existem diversas passagens na Bíblia e também alguns bons livros. Minha sugestão é que leio o livro “Surpreendidos pela Esperança” de N. T. Wight.

Boas ondas,

Tropical

“Senhoras e senhores, bem vindos a maior sinceridade do planeta”


 Por Danilo Campanhã – O impostor

 ”Custei a compreender que a fantasia é um troço que o cara tira no carnaval
e usa nos outros dias por toda a vida.” Aldir Blanc

Sexta feira, assim que o relógio bater às 18h, uma massiva parte da nossa nação exteriorizará a sua ansiedade para serem quem realmente são. É o carnaval. O desfile de máscaras.
Ou seria o desfile dos desmascarados?

Nós brasileiros, mesmo sendo passivos, tivemos a coragem que poucos povos tiveram até hoje, de ignorar a moral sem medo algum, e mostrar nossa cara como somos.
É feriado; tão antagônico com os outros dias festivos no Brasil, que precisa um dia extra pra se recuperar de sua depravação.

A permissividade nesses próximos dias, desejada durante tantos outros, será o estopim da ânsia por liberdade. Liberdade daquilo que nem foi pedido. É o grito interno de independência sussurrado em passos e batuques que o líquido da verdade traz.
Sem culpa. Sem vergonha. Sem consciência. Sem regras.

“Posso ser o que quiser que o outro também está sendo, não tem nada demais, e seremos todos felizes.”
Seremos?
Todos se igualam, todos se encontram no fundo do inconsciente e abrem os portões entre seus mundos, rejeitando qualquer tipo de fronteira. Todos procurando sentido na falta de sentido.
Nos vestimos, nos escondemos debaixo de máscaras brilhantes, nos despimos dos padrões e encontramos Pedrões que agradam, mas não satisfazem. Deixamos a realidade de lado e realizamos a mente real.
Uma mísera escapada para voltar ao figurino.

E quem é crente é mais irônico ainda. Diz não participar “deste evento”…
Quando é o seu Carnaval?


“Terminado o Carnaval, eis que nos encontramos com os seus melancólicos despojos: pelas ruas desertas, os pavilhões, arquibancadas e passarelas são uns tristes esqueletos de madeira; oscilam no ar farrapos de ornamentos sem sentido, magros, amarelos e encarnados, batidos pelo vento, enrodilhados em suas cordas; torres coloridas, como desmesurados brinquedos, sustentam-se de pé, intrusas, anômalas, entre as árvores e os postes. Acabou-se o artifício, desmanchou-se a mágica, volta-se à realidade.”- Cecília Meireles


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